Sweet November
Terça Outubro 28th 2008, 14:36
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Oh, sweet november.

Esse mês promete ser no mínimo infernal. Finalizando antigos trabalhos, tentando receber por eles, fazendo aniversário, viajando pro RJ, uns 3 ou 4 eventos na cabeça, além de outras preocupações, estas mais pessoais e minimalistas.

Tenho visto e vivido coisas estranhas ultimamente. Vi a órbita de lixo ao redor da Terra. Vi a “Ilha de plástico” formada pelo lixo plástico despejado no oceano (cerca de 10% do total produzido). Morte de pessoas conhecidas, entes queridos de amigos. Problemas pessoais de amigos, filhos que unem pessoas desunidas. Tudo isso me faz questionar alguns dogmas, a questão do consumismo deliberado e os métodos de trabalho atuais. Fiquei surpreso de ouvir meu irmão, que sempre foi um cara mais centrado que eu, focado nos objetivos e tal, dizendo que andava pensando em mudar-se para o interior, ter uma horta, um pomar, e assim viver tranquilamente, longe do caos e das vibrações ruins. E eu, que sempre fui mais ermitão que ele, mais desgarrado, mais revoltado, começo a entrar de cabeça no mundo corporativo. Meno-male que a minha área é bem flexível, dinâmica e divertida, mas ainda é um mundo corporativo. Mesmo sendo freelancer.

Anyway, uma coisa é certa: meu cérebro funciona bem melhor no olho do furacão do que num deserto do Saara. Quinta-feira agora seria a disputa final da batalha de DJ’s que participei na OUTS. Tremenda pena, queria poder participar, pular, espernear, dançar até as pernas ficarem bambas. Ao invés disso tudo estarei no Rio, trabalhando.

Dogmas… 



Workaholic
Quarta Setembro 24th 2008, 17:13
Arquivado em: TRABALHO, LIMBO

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É mais ou menos o que acabei me tornando. Desde o Centenário da Imigração Japonesa, foram vários trabalhos. Power4, TV1, Rock, Rep, Bradesco, Gafisa, Audi e quase o Concha Y Toro, que acabou de ser cancelado. Uma pena, de verdade.



vaia.sp.br
Quarta Agosto 27th 2008, 00:40
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***

Nem lembro se já havia postado esse vídeo, mas aí vai.

VAIA.SP.BR foi um documentário que realizei no ano passado, durante as manifestações contra o governo Lula.  Muitos alegaram tratar-se de um movimento da elite e fizeram questão de não participar ou criticar o acontecimento. Independente de fatores sócio-econômicos, o que vi foi a imagem de um povo cansado. Talvez não apenas do atual governo, mas de tantas histórias tristes para o Brasil. Sem assumir qualquer tipo de posicionamento, o que fiz foi colher o que as pessoas tinham pra dizer. Alguns dizem muito em poucas palavras, outros apenas emitem sons. Mesmo depois de assistir esse material inúmeras vezes, continuo me questionando sobre a efetividade da manifestação. Ou até mesmo sobre as injustiças que se comentou lá. Nunca apoiei o PT, muito menos o Lula. Muita coisa mudou pra melhor no país depois que ele assumiu. Muita coisa piorou.

Penso que o jogo é muito maior do que se imagina, mas faço questão de participar.



Fotos: Cinema em Paulínia
Segunda Julho 14th 2008, 18:06
Arquivado em: TRABALHO, CINEMARAMA

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No celebrities allowed. No meio de tantas pessoas famosas, foi um desafio tirar fotos sem que nenhum deles marcasse presença. Paranóia? Nem tanto pois, no meio de tanta tietagem, eram as pessoas comuns que me atraíam, por sua forma de lidar com os famosos. A maioria se deslumbrava, chorava, suspirava e gemia só de olhar pras estrelas. Mas algumas peças raras me chamaram mais a atenção por sua integridade, discrição e charme natural. Eram crianças carentes, alunos da APAE, faxineiros, seguranças, garçons, etc. Pedir autógrafo? What the hell for?



1º festival paulínia de cinema
Domingo Julho 13th 2008, 22:31
Arquivado em: TRABALHO, CINEMARAMA

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Acabou de rolar, de 05 a 12 de Julho, o 1º Festival Paulínia de Cinema, inaugurando o belíssimo Theatro Municipal de Paulínia, que também se tornou um “Templo do Cinema”. Para esta celebração, foram exibidos filmes de produção nacional (curta, documentário e longa-metragem), com destaque para a estréia do ator Selton Mello no papel de diretor e o grande retorno de Mojica, o “Zé do Caixão”, à grande tela e desta vez, com qualidade. O filme foi produzido pela Gullane Filmes e marcou a estréia de Mojica trabalhando com uma grande produção. Sua presença no evento foi marcante e o mesmo foi aplaudido de pé por muitos que acompanharam sua luta solitária na realização de seus trabalhos.

Outros grandes marcaram presença, como Carlos Recheinbach, Marcelo Machado, Leon Cakoff, Tata Amaral, etc. Destaque também para a homenagem à Laís Bodanzky, que apresentou o delicado “Chega de Saudade”, contando com a presença de mais de uma centena de idosos que acompanharam o filme com brilho nos olhos. A diretora, que teve sua estréia com o premiado “Bicho de Sete Cabeças”, emocionou-se com o público presente.

Considerando que todo o projeto foi idealizado pela Prefeitura Municipal de Paulínia, teme-se que não haja o mesmo comprometimento com a cultura em administrações futuras, o que acabaria com o sonho de muitos em tornar Paulínia o mais novo pólo cinematográfico do Brasil. Na cerimônia de encerramento ocorreu uma leitura de um abaixo-assinado, que era um pedido encarecido de prosseguimento ao que foi iniciado, por parte dos atores, diretores e realizadores presentes no festival.

Além da exibição e competição dos filmes, houveram debates, seminários e palestras referentes ao assunto CINEMA.

Experiência fantástica e prazerosa, trabalhar neste evento serviu para reforçar uma relação que se fortalece a cada dia.

VIVE LE CINÉMA!



FREELANCEANDO PELAS RUAS
Segunda Junho 30th 2008, 19:11
Arquivado em: TRABALHO, LIMBO, CINEMARAMA

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Ahhhh, a vida de freelancer. O que dizer da vida de freelancer?

No meu conhecimento, ser freelancer era ser como Peter Parker no Clarim Diário. Era ser fotógrafo, durango, atrapalhado e solitário. Era trabalhar com a incerteza e a insegurança o tempo todo. Era dormir com medo do dia seguinte. E era rezar para conseguir um emprego fixo. A ignorância é uma bênção.

Ser freelancer é detestar rotinas, regras fúteis, ambientes imutáveis o tempo todo. É como um flerte com o incerto, da forma certa. É fazer contatos, planos e estruturar-se pra evitar ficar parado. Mas de repente, quando você sente que precisa, WHAAM! Férias! Um mês, um ano, você decide. Sei que soa irresponsável e até infantil enxergar as coisas dessa forma, mas me desculpe, antes a vida, depois o trabalho. Se você ama seu trabalho fixo, então somos dois amantes de nossas vidas. Ponto.

Não diretamente ligado à questão de ser freelancer, mas totalmente intrínseco à liberdade em si, este último final de semana foi uma terapia só. Como encerramento da “Semana Não-Oficial de Comemorações do Centenário Japonês”, começamos no Studio SP, de endereço novo e muito menos charme que o anterior. O lugar perde em todos os aspectos, ficou com aquela cara de bar da Augusta e o público também mudou. Surpreendente foi a apresentação de Amy Winehouse! Cover, claro, porque a verdadeira deve estar hospitalizada, ou respondendo à processos jurídicos. Claro que ficamos receosos, mas bastou a garota começar a cantar e rebolar pra que todos entrassem no clima. E dançamos, dançamos e dançamos.

No sábado pela manhã, a idéia era peregrinar. Sob o pretexto de colocar os pés na rua para um simples almoço, fizemos uma caminhada de quase 6 horas de duração, pelas ruas e bibocas de Sampa. A companhia era a melhor possível, a dupla dinâmica ELA, com Micaela-Daniela, incansáveis roqueiras-elkes maravilhas-goiabas-andarilhas-dançarinas-job-a-holics-lindas-saltitantes. Achamos um restaurante bem charmoso, comemos arroz de cachaça e feijão rico (!?) e perambulamos até não aguentar mais. Voltamos, assistimos “O Passado”, de Hector Babenco e nos assustamos com as loucas que habitam esse mundão.

No domingo tivemos a baixa de Daniela, mas não nos entregamos. A bola da vez foi o cinema e “Control” o filme em questão. A película tem um aspecto envelhecido, quase PB, e uma atmosfera rocker, típica de uma época onde a originalidade ainda reinava. Ian Curtis era um mero adolescente, depressivo, com tanta ânsia de se expressar que acabou tragado pela própria imensidão de sua mente descontrolada. O filme acabou, o ânimo ainda restava. Era a fagulha final, o que restava de um job fantástico. E nessa encruzilhada regada à Chocolate Quente com Conhaque e Rum, caminhamos por uma Avenida Paulista deserta, fantasmagórica. Quase tudo ficou pra trás, as brigas, dores, alegrias e tristezas.

O que restou foi um elo inquebrável.

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100 Anos se passaram
Quarta Junho 25th 2008, 16:25
Arquivado em: TRABALHO, JAPÃO EXPRESS

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Foi uma viagem. Há alguns meses, ponderei sobre ingressar numa empreitada como coordenador de vídeos. A proposta parecia boa, a consideração e o lugar nem tanto, mas quase entrei. Do outro lado, uma pretensa proposta de participar das comemorações oficiais do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, a acontecer no Anhembi (Palácio das Convenções +Sambódromo). Foi um curto espaço de indecisão, mas agora tenho a plena certeza de que tudo foi pro melhor lado possível.

O evento teve duas partes distintas, com alguns pontos comuns. Iniciou-se na Semana Cultural, dentro do “Pudim” ou Palácio das Convenções e teve sua conclusão épica na pista do Sambódromo, com a presença do príncipe Naruhito, vindo direto do Japão. Na Semana Cultural, a coisa era mais delicada, com artistas independentes e uma estrutura minuciosa com o projeto cenográfico de Jum Nakao. A equipe foi legal até certo ponto, depois se perdeu em algum lugar. Migrando para o Sambódromo, a história foi beeeem diferente. Não era uma equipe, era uma família. Todos os dias nos reuníamos no quarto de alguém, pra tomar cerveja, ouvir música, rir bem alto e tomar chá. No evento, era uma colaboração intensa, onde todos ajudavam a todos, salvo raríssimas excessões que nem valem ser comentadas. Quando algo deu errado e alguém chorou, os outros estavam lá pra apoiar e levantar a moral. Quando tudo terminou, estavam todos lá novamente, abraçados, chorando, pulando e celebrando.

Não houveram trabalhos ou equipes melhores do que essa. Pro encerramento com chave de ouro, estávamos lá, numa sala obscura dentro do Sambódromo, com DJ, pista de dança, churrasco, vodka, dançando feito loucos como quem se liberta, expurgando os demônios interiores. E todos felizes da vida. Foi uma viagem.

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Ensaio Fotográfico - Cambury
Quinta Julho 05th 2007, 20:25
Arquivado em: TRABALHO

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Foto da Produção que rolou em Cambury para a revista M&Guia, de Belo Horizonte.