Tiro na cara
Sexta Novembro 07th 2008, 15:51
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Playlist tiro-na-cara:

1. Devendra Banhart: This Beard Is For Siobhán

2. Hot Chip: Made In The Dark

3. Feist: 1, 2, 3, 4

4. Radiohead: House Of Cards

5. Charlotte Gainsbourg + Calexico: Just Like a Woman

6. Blur: Sing

7. Beirut: Forks and Knives (La Féte)

8. Yo La Tengo: Moby Octopad

9. Kings Of Leon: Sex On Fire

10. Clap Your Hands Say Yeah!: The Skin Of My Yellow Country Teeth



Envelhecendo
Quinta Novembro 06th 2008, 12:25
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*** 

Hoje acordei ouvindo essa música:

All this talk of getting old
It’s getting me down my love
Like a cat in a bag, waiting to drown
This time I’m comin’ down
And I hope you’re thinking of me
As you lay down on your side
Now the drugs don’t work
They just make you worse
But I know I’ll see your face again
Now the drugs don’t work
They just make you worse
But I know I’ll see your face again

But I know I’m on a losing streak
‘Cause I passed down my old street
And if you wanna show, then just let me know
And I’ll sing in your ear again

Now the drugs don’t work
They just make you worse
But I know I’ll see your face again

‘Cause baby, ooh, if heaven calls, I’m coming, too
Just like you said, you leave my life, I’m better off dead

All this talk of getting old
It’s getting me down my love
Like a cat in a bag, waiting to drown
This time I’m comin’ down

Now the drugs don’t work
They just make you worse
But I know I’ll see your face again

‘Cause baby, ooh, if heaven calls, I’m coming, too
Just like you said, you leave my life, I’m better off dead

But if you wanna show, just let me know
And I’ll sing in your ear again

Now the drugs don’t work
They just make you worse
But I know I’ll see your face again

Yeah, I know I’ll see your face again
Yeah, I know I’ll see your face again
Yeah, I know I’ll see your face again
Yeah, I know I’ll see your face again

I’m never going down, I’m never coming down
No more, no more, no more, no more, no more
I’m never coming down, I’m never going down
No more, no more, no more, no more, no more



Minhas novidades musicais
Quarta Outubro 29th 2008, 11:50
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BAND OF HORSES

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ALOHA

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THE BLACK KEYS

Das coisas novas que conheci nos últimos meses, o que me agradou:

 Band Of Horses: formada em Seattle no ano de 2004. Os caras tem cara de mendigo, som meio épico, rockão, com vocais em falsete quase o tempo todo. Parece um pós-grunge. Vi uma performance ao vivo e gostei bastante. Os caras incorporam a música. Ressalto Ode to LRC, Is There a Ghost, No One’s Gonna Love You, The Funeral. Lembra: The Shins, Mercury Rev.

 Aloha: tem uma linha relativamente parecida com a citada acima, mas com menos obviedade e melodias ora mais trabalhadas e complexas. Formou-se em 1997, em Cleveland. Já tem 11 anos de estrada e 5 discos lançados. Por enquanto só ouvi o mais recente e gostei. A música que me chamou a atenção foi The End.

The Black Keys: começou em 2001, em Akron (Ohio). Segue a fórmula duo, assim como o White Stripes, mas com muito mais complexidade. Enquanto bandas recentes que optam por beber da fonte do blues e o fazem com adendos eletrônicos e modernosos, o Black Keys segue outro rumo. Mais tradicionalista sem ser chato ou velho demais, trata-se de uma guitarra e uma bateria. Alguns samplers são associados, mas o som ainda soa cru, o que é bem legal. É o tipo de disco que é bom pra ouvir inteiro, então não cito música alguma.

Esgotou o tempo, depois cito outras.

Beijo e me liga. Heh!



Sweet November
Terça Outubro 28th 2008, 14:36
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Oh, sweet november.

Esse mês promete ser no mínimo infernal. Finalizando antigos trabalhos, tentando receber por eles, fazendo aniversário, viajando pro RJ, uns 3 ou 4 eventos na cabeça, além de outras preocupações, estas mais pessoais e minimalistas.

Tenho visto e vivido coisas estranhas ultimamente. Vi a órbita de lixo ao redor da Terra. Vi a “Ilha de plástico” formada pelo lixo plástico despejado no oceano (cerca de 10% do total produzido). Morte de pessoas conhecidas, entes queridos de amigos. Problemas pessoais de amigos, filhos que unem pessoas desunidas. Tudo isso me faz questionar alguns dogmas, a questão do consumismo deliberado e os métodos de trabalho atuais. Fiquei surpreso de ouvir meu irmão, que sempre foi um cara mais centrado que eu, focado nos objetivos e tal, dizendo que andava pensando em mudar-se para o interior, ter uma horta, um pomar, e assim viver tranquilamente, longe do caos e das vibrações ruins. E eu, que sempre fui mais ermitão que ele, mais desgarrado, mais revoltado, começo a entrar de cabeça no mundo corporativo. Meno-male que a minha área é bem flexível, dinâmica e divertida, mas ainda é um mundo corporativo. Mesmo sendo freelancer.

Anyway, uma coisa é certa: meu cérebro funciona bem melhor no olho do furacão do que num deserto do Saara. Quinta-feira agora seria a disputa final da batalha de DJ’s que participei na OUTS. Tremenda pena, queria poder participar, pular, espernear, dançar até as pernas ficarem bambas. Ao invés disso tudo estarei no Rio, trabalhando.

Dogmas… 



ao vivo
Segunda Outubro 27th 2008, 21:41
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Tenho assistido muitos vídeos recentemente. Vídeos de performances de bandas, ao vivo. A maioria no programa inglês “Later with Jools Holland” (o melhor programa de TV que já vi). Com isso constatei algo que todos estão carecas de saber: algumas bandas se superam, outras deixam muito a desejar. Do que eu vi, constatei que alguns artistas incorporam a música, caso de Nick Cave, Thom Yorke, Bjork, Supergrass, Sigur Ros, Beth Gibbons, etc. Alguns apenas executam a música e deixam a desejar, como o Magic Numbers, MGMT, Graham Coxon, Kasabian, entre outros.

Fiquei surpreso quando vi o CSS no Jools Holland. Pensei “caralho, não é que elas conseguiram?”. E também pensei coisas boas, ainda mais depois de ter ouvido o disco recente da banda que soou agradável. Ao vivo? Tremenda merda. As músicas se alongam demais, a vocalista não acerta muito os tons e quem acaba salvando é o único “cara” da  banda.

Radiohead é radiohead. Numa apresentação recente, eles tocaram algumas músicas do In Rainbows. Poucas bandas se reservam o direito de tocar apenas material novo, com o problema de não terem a identificação imediata do público. Não é o caso. As músicas soam como hinos. Todos param pra ver. Chan Marshall (Cat Power) dança em Bodysnatchers. Uma banda africana fica pasma de ver a performance doentia de Thom Yorke.  O som soa perfeito. Não é por acaso que a banda acaba sendo atração principal de todos os festivais que participa.

Outro bom exemplo é o Hot Chip. Em Ready for the Floor, todos dançam, a apresentação é rica na iluminação e o som supera a versão de estúdio. We Are Made In The Dark quebra o gelo, no meio de tanta coisa dançante, vem uma balada. A merda fica por conta de Hold On, que tem o refrão fora do tempo, de propósito, cagando na música. Mas o saldo ainda é positivo.

O Strokes manda bem. Todos que viram o show no Brasil reclamaram absurdos, alegando que , além da performance apática, o som não é dos melhores. Não foi o que eu vi. Em apresentação recente, o vocal é bom, o instrumental é perfeito. Eles podem não pular feito macacos no palco, mas tocam com empolgação.

Vendo Silversun Pickups fiquei espantado com o batera. Japonês doido, desce o caibro e faz uma coreografia empolgante como poucos bateristas. O vocal também é bem empolgado, grita, esperneia, faz caras e bocas. Bom.

Raconteurs e White Stripes é um caso estranho. Gosto das duas bandas, mas sempre que vejo o Jack White ao vivo , fico com a impressão de que ele pira demais na guitarra. Suja o som, manda um vocalzinho safado e quase sempre foge do tom. Ele manda bem, toca bem, mas não soa bem ao vivo.

LCD Soundsystem, Kings Of Leon, Devon Sproule, Cat Power, Vampire Weekend são outros bons exemplos do som bem executado. Bem tocado, com personalidade e sonoridade fiel.

***

Estão vindo para o Brasil em novembro, a diva Chaka Khan e o refinado Branford Marsalis. Ambos para o Telefonica Open Jazz, evento que já trouxe nomes como Diana Krall, Herbie Hancock e Macy Gray. Os shows acontecem na Sala SP e no Parque Villa-Lobos, como de costume. A produção do evento fica por conta da Dançar, onde estou freelando atualmente. It’s all about Jazz!

***

Mês de novembro está chegando, o blog comemora 2 anos de existência e devaneios constantes. Eu completo 32 sob os mesmos aspectos.



Brincando de DJ
Sexta Outubro 24th 2008, 13:45
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Foi ontem, na OUTS. Divertido pra caralho! O playlist:

Primeira Fase 

1. Fugazi: Ex-Spectator

2. Joy Division: Digital

3. Les Rita Mitsouko: C’est Comme Ça (Acoustic)

4. Radiohead: Bodysnatchers

5. Tv on the Radio: Halfway Home

Segunda Fase

1. Hot Chip: Ready For The Floor

2. Nada Surf: Hyperspace

3. Pixies: La La Love You

Terceira Fase

1. Nouvelle Vague: Too Drunk Too Fuck

2. Pavement: Shady Lane

3. Teenage Fanclub: Star Sign

4. Violent Femmes: Kiss Off

5. New Order: Ceremony



I want to live and breathe, I want to be part of the human race
Sexta Outubro 03rd 2008, 21:49
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Existem períodos na minha vida em que as coisas simplesmente pairam, vagam, sem muito sentido ou objetivo definido. Agora tem uma grande diferença: eu sei o que quero. O problema é querer muitas coisas ao mesmo tempo. Cinema, eventos, música, direção, produção, escrever, viajar, trabalhar, dançar, comer, dormir. As pessoas falam, transitam, gritam e muito pouco tem a ver comigo. Sou um espectador da vida cotidiana, vivendo estranhamente, num sentido onde ficar sozinho é como um respiro, um alívio.

Os telefones tocam, o rádio apita, as buzinas ecoam, a fumaça confunde e o barulho incomoda. A música salva.

Hoje me lembro de ter ouvido, durante o trabalho, Ray Barreto, Hot Chip, Bjork, Bob Dylan, AC/DC, Cat Power e ah!, conheci uma pessoa que gosta de Husky Rescue, no trabalho. Cute!

Where do we go from here? The words are coming out all weird, where are you now when I need you? {radiohead - the bends}

Dançar sozinho na pista até o dia amanhecer é o lema de hoje.



Let’s face the music……..and dance
Sábado Setembro 20th 2008, 01:29
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Ritmo frenético. Mas com muita coisa legal acontecendo. Vinhos…..creio nunca ter citado o KAIKEN, vinho argentino da uva malbec. O melhor malbec argentino em diversos veículos ícones do meio. E realmente é bom pra caralho, além de custar a bagatela de R$30. O difícil é achar, mas nada que um google não resolva. Porém, Concha Y Toro é a bola da vez. Trabalho é trabalho. Inclusive, um desafio. Vamos ver no que vai dar…

Certas lembranças me fizeram buscar músicas de outros tempos, como James, The The, The Cure, New Order, Joy Division. E sempre esqueço de dizer pra certa pessoa que uma música sempre a traz de volta de uma maneira engraçada. Está aí no meio, talvez ela se lembre, talvez ela não leia.

Ouvindo bastante:

Ring the Bells - James

Perfect - The The

Ready for the floor - Hot Chip

Run - Ben Kweller

Shut Your Eyes - Shout Out Louds

Did I Say - Teenage Fanclub

Great Big No - The Lemonheads

Wave - Tom Jobim



sintetizando
Domingo Setembro 07th 2008, 22:56
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Não tem desculpas, não me falta tempo, não me falta assunto. Falta sentar, apertar uns botões e escrever. Lapsos de inspiração.

Finalmente recuperado do acidente, voltando à ativa, não às origens. Muita coisa mudou em pouco tempo, acho até que gosto disso, mudanças, frenesi, caos, tudo dentro dos padrões da normalidade, claro. Novos trabalhos e uma nova perspectiva profissional servem como ânimo mínimo necessário para o dia-a-dia. No mais, uma certa inversão de controle. Assume o cérebro, um pouco de lado o coração.

Orloff Festival, Melvins, Plastiscines e The Hives. Perdi o Melvins, imperdoável. As francesas do Plastiscines me surpreenderam. Carismáticas, lindas, animadonas. O auge foi em These Boots Are Made For Walking, Nancy Sinatra acharia divertido. The Hives é aquela coisa, ame ou odeie. Desprovidos de virtuosismos musicais, o que sobra é a atitude. Rockão puro, garçons que tocam baixo e guitarra, muita presença de palco e a auto-estima lá em cima. Mexeram com o público de forma admirável para uma banda sueca que, até então, parecia inofensiva, bobinha, limitada. Grata surpresa.

Dancer in the light. Ontem, sozinho numa pista de dança qualquer, às 5 horas da manhã, abri os olhos e vi aquelas luzes estroboscópicas, luzes coloridas que me cegavam e esbocei um sorriso. Dancer in the light. Foi o que me veio à mente dois meses depois de um afastamento involuntário. É bom estar de volta. É bom poder dançar até o amanhecer novamente.

Um playlist pra fechar:

Band of Horses - Ode to LRC

Aloha - The End

Rolling Stones - She’s a Rainbow

Aimee Mann - 31 Today

Au Revoir Simone - A Violent Yet Flammable World

Battles - Tonto



Dinosaur Jr., Sebadoh, J. Mascis, Folk Implosion = Barlow and Mascis
Domingo Agosto 24th 2008, 21:56
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Ontem.

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Hoje.
***

Freak Scene. Skate. Japão. Anos 90.

Foi mais ou menos nessa ordem que conheci o Dinosaur Jr.,  banda que surgiu nos EUA em meados de 83. Composta principalmente por J Mascis e Lou Barlow, a banda passou por muita coisa, desde a expulsão de Barlow, até o início de projetos paralelos, que acabaram servindo de pós-trabalho pra todos eles. Passaram pela fase grunge dos anos 90, mas, apesar de todas as possibilidades devido à compatibilidade de seu som, o Dinosaur Jr. andou em paralelo, ou talvez, na direção oposta.

Logo que saiu da banda, Barlow iniciou um outro projeto, chamado Sebadoh, que também destacou-se pelos ótimos discos gravados, em específico, o III, de 2001. Depois apareceu com uma pegada mais lo-fi, desta vez como Folk Implosion, que ficou mais conhecido pela trilha sonora do filme KIDS, ícone de uma época por tratar de assuntos pertinentes ao público mais jovem, assim como aconteceu com Trainspotting, Requiem for a Dream, Fear and Loathing in Las Vegas, entre outros. Voltando à música.

Os dois trilharam seus caminhos, tiveram seus desentendimentos e, muitos anos depois, mais ou menos como aconteceu com o Pixies (que também terminou por desavenças entre Frank Black e Kim Deal), voltaram para gravar um disco fantástico, com toda a pegada do passado. Beyond (2007), é praticamente uma retomada desde a melhor fase da banda, a época de You’re Living All Over Me (1987).

20 anos se passaram. Talvez o necessário pra superar certas incompatibilidades. Surpresas da vida.