Lamen é no aska, no doubt about it!
Domingo Novembro 02nd 2008, 13:52
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Outra dica gastronômica, esta de nível excelente. Trata-se do Aska, restaurante japonês onde o maior atrativo é o Lamen. Pra quem não conhece, o Lamen é composto por macarrão servido num caldo com especiarias. No Aska é dividido em dois tipos: com caldo à base de galinha ou com caldo de porco. Decidido isso, ainda tem uma variedade pela frente. Pode ter, no caldo, missô, shoyu ou outros ingredientes típicos. Pra cada um deles, uma combinação especial de outros adendos, como cebolinha, naruto, bambu, carne, etc. Depois ainda se escolhe o tamanho. O tradicional custa por volta de R$ 11,00. Por mais 1 real é servida a versão BIG, numa tigela maior, mais macarrão, a la “Super Size Me”. Experimente também a porção de gyoza, bolinhos tradicionais muito bem preparados.
O ambiente é excelente, silencioso, com cozinha aberta possibilitando acompanhar o preparo dos miojos-turbo. O público é mais velho e tradicionalista. Moderninhos marcam presença.

O restaurante fica na Rua Galvão Bueno, 466 - Liberdade.

Chegue cedo ou tenha paciência pra aguardar por mesas concorridas. Se for sozinho é mais fácil pois tem lugares individuais no balcão.



Hashi
Domingo Agosto 17th 2008, 23:58
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Utensílio já totalmente inserido nos costumes ocidentais, o Hashi teve sua origem na China antiga e era originalmente feito de bambu. Foi rapidamente adotado pela maioria dos países asiáticos, sendo muito utilizado no Japão. Até os dias de hoje, é muito comum ir à restaurantes no Japão e ter apenas o Hashi como opção, mesmo com todo o processo de ocidentalização do país.

Além da praticidade aparente (pode ser facilmente desenvolvido ou adaptado), constatei outra grande vantagem perante o talher convencional. Em tempos de semi-inválido após o acidente que sofri, é de grande valia saber que posso comer usando apenas uma das mãos.



Nem só de sushi vive um japa!
Quarta Dezembro 13th 2006, 23:54
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Em homenagem ao site www.insanus.org/garfada que publicou minhas dicas de culinária oriental, resolvi acender uma luz no fim do túnel àqueles que já estão cansados de olhar para aquele chatíssimo “barquinho”. Parece uma imensidão de opções enquanto descrito no cardápio e imortalizado na sua mente, mas quando o dito cujo chega, tudo parece ser igual e, dependendo do tempero do sushiman, tudo realmente é igual.
Aproveitando a deixa, comentarei sobre alguns dos restaurantes que visitei recentemente:

- TORÁ: fantástico, o cardápio é completo, os temperos são sob medida e o preço é camarada. Mesmo considerando o fato de que se situa no interior de um clube de tênis e squash, esportes típicos de quem tem grana saindo pelas orelhas. Claro, existem excessões. Fica na região do ABC, em São Bernardo para ser mais exato. Entrou virou freguês.

- WASABI: muito similar ao TORÁ, ótimo atendimento, bom conhecimento dos pratos por parte dos garçons, preços coerentes e aceitáveis, pratos cuidadosamente preparados. A variedade também é um atrativo. Situa-se atrás do Shopping Metrô Santa Cruz. Umas duas ruas pra baixo. Vamos lá, consulte na internet…

- NANDEMOYA: no tradicional bairro da Liberdade, funciona no sistema de peso, o que geralmente deprecia a qualidade da comida. Não é o caso deste aqui. Grande variedade, preço justo, ambiente espaçoso e, na última vez que fui, tive o deleite de comer ao som de um japonês de seus 35 anos que cantava “The answer my friend, is blowin’ in the wind….the answer is blowin’ in the wind”, no melhor estilo Dylanesco com direito a gaita e tudo mais. Aham, voltando ao que interessa, tem como maior atrativo a grande variedade de pratos. O caldo que é feito de Missô (preparado de soja - Missoshiru) é for free.

- Heiwa: este aqui merece uma dica especial. NÃO VÁ!!! Em hipótese alguma, mesmo que convidado, mesmo que de graça, não faça essa besteira. Você corre o risco de trauma ante uma cultura milenar composta de riquíssimos pratos. Absurdamente caro, atendimento sofrível, pratos com cara de “economizei-pra-lucrar-mais”. Exato, e você paga o pat..ops, o peixe. Também em São Bernardo, na Avenida Francisco Prestes Maia, próximo ao Carrefour (é bom ser meticuloso neste caso pra que uma certa distância seja mantida).

E quando você visitar este ou outro restaurante qualquer, ouse! Não se restrinja ao “Sashimi disso”, “Sushi daquilo”, “Temaki não-sei-o-quê”. Experimente a nata do cardápio. Ou você acha mesmo que, no Japão, as pessoas vão à restaurantes pra pedir barquinho?
Como primeiro passo, eu recomendaria aquele que é o meu campeão absoluto: TEISHOKU. Esse prato faz um grande mix de várias vertentes da culinária japonesa e contém boas opções para paladares ocidentalizados. É composto de arroz, algumas fatias de sashimi, tempurá (frutos do mar e legumes envoltos por farinha), anchova grelhada e uma série de opções que variam de acordo com a época ou restaurante.
Outra boa dica, principalmente para dias frios, é o UDON. Trata-se de um Miojo Turbinado. Calma, o macarrão é muito melhor, o caldo também, os temperos dão de 10 a 0 e conta com aditivos como acompanhamento.
E a última dica (e talvez a mais adaptada ao paladar ocidental) é o SUKIAKI. Basicamente Arroz, acompanhado de legumes e carnes que são preparadas numa chapa, na mesa do cliente, com um tempero muito especial.

Aventure-se e ouse voltar para comentar.



Oniguiris e Sushis - Nothing but rice balls and seafood
Domingo Dezembro 03rd 2006, 02:52
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Alguns já sabem, outros não e muitos sequer se importam, mas como percebo que diversas pessoas, em geral os “gaijins” (como os japoneses costumam se referir aos ocidentais) entram em parafuso quando o assunto é cardápio de restaurante japonês, tentarei esclarecer alguns tabus. Ajuda o fato de que a nomenclatura é simplista, e traduzindo-os ao pé da letra temos praticidade e até um pouco de humor.
Pensando em como ordenar esse turbilhão de nomes e ingredientes, optei por seguir do mais simples ao mais complexo.

- Oniguiri:

Trata-se do bolinho de arroz por si só. A quantidade de arroz costuma ser o que cabe na mão ao cerrarmos o punho de forma a encostarmos o polegar nos outros dedos da mão. As variações incluem o dito cujo envolto por gergelim (nada de exageros, apenas alguns grãos) e diferentes tamanhos, que podem variar dependendo do gosto. Os mais tradicionais tem o formato de bastão ou é triangular.

- Sushis:

Os nomes confundem, as fotos dos cardápios também não colaboram e tudo parece igual. A palavra sushi se refere ao termo “sushigohan”, que é o arroz japonês temperado com vinagre. É composto pelo Oniguiri com algum tipo de “cobertura”. Algumas opções: sashimi ou peixe-cru (salmão, atum, robalo, tainha, etc), polvo, camarão, entre outros. Quanto ao tamanho, deve caber inteiro na boca, sem que você fique parecendo um hamster armazenando comida. O sushi possui diversas variações, entre elas:

* Makizushi (sushi enrolado) - Rolinhos de arroz em formato de pneu, envoltos por uma fina camada de alga chamada nori. Para o preparo utiliza-se uma pequena esteira enrolável feita de bambu (makisu). São recheados e já se viu todo tipo de criação nesse sentido. Costuma-se usar peixes em geral, omelete, pepino, kani kama, camarão e, numa versão mais abrasileirada, temos a manga como componente tropical.

* Uramaki (enrolado ao contrário) - Assemelha-se ao Makizushi, com a diferença da alga ficar do lado de dentro do sushi. Em ordem, de dentro para fora temos o recheio, a alga que o envolve e finalmente o sushigohan. É envolto por sementes de gergelim torradas.

* Temaki (enrolado com as mãos) - Em formato de cone, é composto pelo sushigohan envolto pela alga e coberto pelos mais diversos ingredientes. É maior que as outras variações.

* Hossomaki (enrolado fino) - Tende a ter menos recheio devido à sua espessura fina. No mais, segue os mesmos princípios do Makizushi.

O fato é que, com a febre da culinária japonesa que invadiu o Brasil há anos, nota-se que atualmente temos uma gama enorme de sushis. Podem ter nomes diferentes dependendo do recheio, como Kappamaki (apenas pepinos, refere-se à Kappa, figura folclórica japonesa que adorava pepinos) e o Tekkamaki (o mesmo que o Hossomaki, tendo o atum como único recheio).