Ensaio sobre a tristeza
Sábado Agosto 30th 2008, 17:04
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Bem e Mal. Sorte e Azar. Alegria e Tristeza. Dois lados de uma mesma moeda.
Se for bonzinho demais, sempre acaba sobrando. E acaba uma eterna vítima das injustiças. Da sorte nem se fala. Basta imaginar que pra você ter sorte o tempo todo, alguém do seu lado convive com o azar. Mas o foco aqui são a alegria e a tristeza. Acho que todo mundo conhece ou já conheceu alguém cuja felicidade é imensurável. Aquele que chega no trabalho sorrindo, te dá uma má notícia sorrindo e provavelmente deve cagar sorrindo. Repare que até mesmo quando chora, este parece gargalhar. Somente as lágrimas o denunciam. E o depressivo? Fala sempre em suicídio, se entope de remédios e te liga no meio da madrugada chorando. Você quer saber o motivo, claro. “Não sei” é a resposta. Isso tudo quando falamos de extremos. Às vezes o caso não precisa ser extremo para se tornar incômodo e não acredito que virar as costas pra qualquer um desses aspectos seja lá tão positivo. Fazendo isso, ficamos vulneráveis, esquecemos de como devemos lidar com certas situações. Daí embananou tudo.
Centrar-se soa óbvio, elementar, o ideal para todos. Mais difícil fazer a falar, mas não tão difícil assim. Talvez por isso sempre desconfiei de psicólogos e terapeutas, acreditando que a solução de um problema reside nele e que analisando-o cautelosamente chegamos à solução.
Pensando dessa forma, dá pra enxergar aquela sua qualidade que todos chamam de defeito de uma forma adversa.
Bem e Mal. Sorte e Azar. Alegria e Tristeza. Dois lados de uma mesma moeda.
Só adicione o equilíbrio.
Voilá.
intervalo
Quinta Agosto 28th 2008, 20:36
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Só um pequeno intervalo. See you soon.
vaia.sp.br
***
Nem lembro se já havia postado esse vídeo, mas aí vai.
VAIA.SP.BR foi um documentário que realizei no ano passado, durante as manifestações contra o governo Lula. Muitos alegaram tratar-se de um movimento da elite e fizeram questão de não participar ou criticar o acontecimento. Independente de fatores sócio-econômicos, o que vi foi a imagem de um povo cansado. Talvez não apenas do atual governo, mas de tantas histórias tristes para o Brasil. Sem assumir qualquer tipo de posicionamento, o que fiz foi colher o que as pessoas tinham pra dizer. Alguns dizem muito em poucas palavras, outros apenas emitem sons. Mesmo depois de assistir esse material inúmeras vezes, continuo me questionando sobre a efetividade da manifestação. Ou até mesmo sobre as injustiças que se comentou lá. Nunca apoiei o PT, muito menos o Lula. Muita coisa mudou pra melhor no país depois que ele assumiu. Muita coisa piorou.
Penso que o jogo é muito maior do que se imagina, mas faço questão de participar.
Dinosaur Jr., Sebadoh, J. Mascis, Folk Implosion = Barlow and Mascis
Domingo Agosto 24th 2008, 21:56
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Ontem.

Hoje.
***
Freak Scene. Skate. Japão. Anos 90.
Foi mais ou menos nessa ordem que conheci o Dinosaur Jr., banda que surgiu nos EUA em meados de 83. Composta principalmente por J Mascis e Lou Barlow, a banda passou por muita coisa, desde a expulsão de Barlow, até o início de projetos paralelos, que acabaram servindo de pós-trabalho pra todos eles. Passaram pela fase grunge dos anos 90, mas, apesar de todas as possibilidades devido à compatibilidade de seu som, o Dinosaur Jr. andou em paralelo, ou talvez, na direção oposta.
Logo que saiu da banda, Barlow iniciou um outro projeto, chamado Sebadoh, que também destacou-se pelos ótimos discos gravados, em específico, o III, de 2001. Depois apareceu com uma pegada mais lo-fi, desta vez como Folk Implosion, que ficou mais conhecido pela trilha sonora do filme KIDS, ícone de uma época por tratar de assuntos pertinentes ao público mais jovem, assim como aconteceu com Trainspotting, Requiem for a Dream, Fear and Loathing in Las Vegas, entre outros. Voltando à música.
Os dois trilharam seus caminhos, tiveram seus desentendimentos e, muitos anos depois, mais ou menos como aconteceu com o Pixies (que também terminou por desavenças entre Frank Black e Kim Deal), voltaram para gravar um disco fantástico, com toda a pegada do passado. Beyond (2007), é praticamente uma retomada desde a melhor fase da banda, a época de You’re Living All Over Me (1987).
20 anos se passaram. Talvez o necessário pra superar certas incompatibilidades. Surpresas da vida.
Eternal Sunshine of a spotless mind
Domingo Agosto 24th 2008, 21:31
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Quando estou bem, me sinto mal
Daí fico mal, saudades do antes
Tudo normaliza, alegria presente
O tempo passa, tristeza vem
Assim do nada, motivo algum
Me pergunto, “o que aconteceu?”
Problemas vem, acumulou tudo
Como assim, o que havia antes?
Avenida Paulista
Domingo Agosto 24th 2008, 01:40
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Andanças pela Avenida Paulista. Radiohead lança BEST OF duplo. Fantástica combinação de massas, molhos e 8 ingredientes pra cada um. Diversão e encanto com a FILE2008, especificamente com a “Câmara das Borboletas”. Jogos de video-game, jogos de computador. Conversas ótimas com um novo amigo muito especial, little Peter. Mais conversas ótimas com a não-tão-nova-amiga-assim, Mrs. Choki Choki. Livros, filmes, Cd’s, água com gás, psicologia infantil, lista de presentes, dor no ombro, 100 anos de solidão, Ensaio sobre a cegueira, quadrinhos adultos, Budismo, guitarras infantis.
Andanças pela Avenida Paulista…
Dancer in the dark
Quarta Agosto 20th 2008, 18:34
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Hoje o dia não veio, não como costumava vir há algumas semanas atrás. Ou fui eu que não apareci, fiquei na minha toca. Me disseram e é verdade, ser repetitivo assusta, falar demais assusta. Eu falo demais, comigo mesmo, com os outros, com ninguém. Auto-controle nem sempre é o que predomina nos meus últimos dias, prestes a partir. Rumo ao desconhecido, ao lugar que sempre quis estar mas nunca quis admitir. Ninguém consegue calar aquele que acredita no que sente. Só ele mesmo, quando se sentir cansado. Fisicamente falando, a gente dá um jeito, improvisa, finge que não dói e a dor deixa de existir. Vai! Sobe que vai dar tudo certo! A mente discorda. Porque me sinto mentalmente cansado. Não quero pensar em absolutamente nada por um instante.
My love will tear us apart
Segunda Agosto 18th 2008, 01:32
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I’m sorry…
…
Segunda Agosto 18th 2008, 01:26
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Never gonna fall for modern love…
Hashi

Utensílio já totalmente inserido nos costumes ocidentais, o Hashi teve sua origem na China antiga e era originalmente feito de bambu. Foi rapidamente adotado pela maioria dos países asiáticos, sendo muito utilizado no Japão. Até os dias de hoje, é muito comum ir à restaurantes no Japão e ter apenas o Hashi como opção, mesmo com todo o processo de ocidentalização do país.
Além da praticidade aparente (pode ser facilmente desenvolvido ou adaptado), constatei outra grande vantagem perante o talher convencional. Em tempos de semi-inválido após o acidente que sofri, é de grande valia saber que posso comer usando apenas uma das mãos.