Os caminhos da música
Terça Julho 29th 2008, 19:15
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Enquanto muitas bandas e artistas buscam a inovação e a revolução musical, são alguns veteranos que conseguem tal realização. Assim como fizeram Madonna, David Bowie, Rolling Stones e outros que adaptaram-se década a década, sem perder a ternura. Acima, o Radiohead de Thom Yorke parece seguir um caminho parecido, em linhas tortas.



a new path
Terça Julho 29th 2008, 18:53
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Uma vez que se cria uma relação com a música, é pouco provável um desligamento permanente ou uma estagnação fazendo algo em que não se acredita mais. O importante nesse caso é seguir em frente, mudar de ares, mas nunca parar. Matt Pryor colocou sua música no mundo quando criou o The Get Up Kids, banda oriunda de Missouri, nos EUA. A banda sofreu mutações, até que surgiu a necessidade de um outro projeto, o New Amsterdams, este muito mais ligado às suas raízes locais, com forte influência do Country-Folk. Com isso, o TGUK acabou e outro projeto surgiu, dessa vez, com músicas infantis, o que reflete o amadurecimento e sinaliza as mudanças em sua vida pessoal. Alguns anos depois, Matt ressurge com um trabalho solo, mantendo uma linha bem próxima ao que era feito com o New Amsterdams. Folk melancólico, jovem e levemente caipira, para os que gostam.

Além deste, outros discos novos foram do Guided by Voices, Moloko e algumas coisas do G.Love & Special Sauce.



Madrugadas Elásticas
Terça Julho 29th 2008, 14:54
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É, fazia um certo tempo que as madrugadas não se alongavam tanto. Ora era o cansaço, ora os compromissos da manhã seguinte. Com o acidente, nada disso faz muito sentido e o sono está se adequando ao ritmo que tento me livrar há alguns anos. Notívago. Produzindo e rendendo mais pelas madrugadas.

Além do descompromisso psicológico, outros fatores influenciam na insônia, ou no sono retardado. Perguntas sem resposta, ansiedade e eventuais tropeços do dia-a-dia colaboram pra uma mente ativa que demora a perceber o cansaço.

A memória traz boas recordações, o coração recusa em aceitá-las.



Ghost World, Chacun Son Cinéma e Paris, Texas
Segunda Julho 28th 2008, 19:38
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Atualizações no cinema, reassisti Chacun Son Cinéma, um deleite para amantes dos curtas e de trabalhos experimentais, e também Ghost World, uma pérola que é uma adaptação do HQ de mesmo nome, com autoria de Daniel Clowes (Como uma Luva de Veludo Moldada em Ferro). O filme é dirigido por Terry Zwigoff (Crumb) e, apesar de retratar a vida de duas adolescentes (Thora Birch - Beleza Americana e Scarlet Johansson - Encontros e Desencontros), trata de uma temática adulta e filosófica, já discutida por inúmeros escritores, pensadores e filósofos mais renomados como Friedrich Nietzsche em seu Além do Bem e do Mal, ou não tão ilustres assim, como Martin Paige no divertido Como Me Tornei Estúpido. Fala da futilidade humana, na linha que divide o fútil do essencial, o falso do verdadeiro e a imitação do autêntico. Critica os tempos atuais através dos hábitos, costumes e perfis das personagens que sempre entram em conflito com as duas garotas, salvo raríssimas exceções. Tem a rebeldia juvenil em diversos momentos, mas consegue, como um HQ adulto, rechear a história de conteúdo atípico e inesperado, forte característica de Clowes. A poética do final, da menina que toma um ônibus e desaparece no mundo é fantástica.

Inédito até então, assisti Paris, Texas, obra-prima do alemão Wim Wenders. Com certeza um dos melhores filmes que já assisti, partindo da belíssima fotografia para uma história excelente, de roteiro cativante. Conta a história de um homem (Travis) que é encontrado perdido e sem memória, reflexos de um trauma intenso do passado. O filme vai em busca desse passado, tentando entender seus motivos. Como ponto de partida, Travis reencontra seu filho, de quem se afastara quando este ainda era um bebê. Ambos iniciam um processo de reaproximação que culmina numa grande amizade e então, saem em busca da mãe. Apesar do enredo comum, o final, tanto quanto o resto do filme, impressiona.

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Quinta Julho 24th 2008, 01:24
Arquivado em: MUSIK

I don’t want to be your friend
I just want to be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts

Forget about your house of cards
And I’ll deal mine
Forget about your house of cards
And I’ll deal mine

Fall off the table,
Get swept under
Denial, denial

The infrastructure will collapse
Voltage spikes
Throw your keys in the bowl

Kiss your husband goodnight

Forget about your house of cards
And I’ll deal mine
Forget about your house of cards
And I’ll deal mine

Fall off the table,
And get swept under

Denial, denial
Denial, denial
Your ears should be burning
Denial, denial
Your ears should be burning
Denial, denial



Homesick
Terça Julho 22nd 2008, 00:38
Arquivado em: LIMBO, MUSIK, CINEMARAMA

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 Clique para ampliar

 

Enclausurado, o que tem me restado são os filmes e a música. Dos filmes, os mais recentes foram “Cartas de Iwo Jima”, “O Sétimo Selo”, “Little Miss Sunshine”, “This Is England” e o repeteco de “Alta Fidelidade”. Todos ótimos filmes, com destaque para “Little Miss Sunshine”, que é fantástico. A cena da família correndo pra entrar na Kombi me fez chorar.

Já na música, um estudo intensivo das Trilhas Sonoras. Algumas velharias e coisas mais contemporâneas. Além delas, alguns clássicos como Marvin Gaye e Curtis Mayfield, só pra não perder o groove. Novidades? Colossal, que lembra um Cap’n Jazz menos descontrolado e a meiguíssima Mallu Magalhães. Uma amiga já havia recomendado como indicação pra quem curte o Bob (Dylan, não Marley) e finalmente tive o prazer de ver e ouvir. Com apenas 15 anos, fazendo um som que remete ao próprio Dylan + influências fortíssimas de The Moldy Peaches e Kimya Dawson. Pra quem não quer esperar pelo álbum de lançamento da petite, a ser produzido por ninguém menos que Mario Caldato Jr. (Beastie Boys, Beck, Bjork, entre outros), segue a dica: Kimya Dawson! É beeem parecido, a garota despontou com a trilha sonora do filme Juno. Além dos citados, peguei também os novos de Aimee Mann e Sigur Rós. Aimee voltou à simplicidade, sem o foco dos álbuns conceituais. Pra quem curte, ótima pedida. Já os islandeses voltaram com uma fórmula já praticada nos últimos trabalhos. Cada vez mais, deixam de lado o aspecto sombrio e caótico para uma sonoridade mais festiva e inteligível.

Fora isso, nos projetos pessoais, tentei pegar o violão esses dias e meu braço quase caiu. Paciência. Mais um pouco dela.



The End Has No End
Quinta Julho 17th 2008, 10:51
Arquivado em: LIMBO

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Pode não ser o fim, mas é uma interrupção longa. No more motorcycles. Sofri um acidente, fraturei a clavícula e estou trancafiado num mundo insólito. Dormir sentado, não tomar banho, não movimentar o braço, não tocar violão, não sair pra dançar, não conseguir apertar um…….deixa pra lá.

Força.



Fotos: Cinema em Paulínia
Segunda Julho 14th 2008, 18:06
Arquivado em: TRABALHO, CINEMARAMA

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No celebrities allowed. No meio de tantas pessoas famosas, foi um desafio tirar fotos sem que nenhum deles marcasse presença. Paranóia? Nem tanto pois, no meio de tanta tietagem, eram as pessoas comuns que me atraíam, por sua forma de lidar com os famosos. A maioria se deslumbrava, chorava, suspirava e gemia só de olhar pras estrelas. Mas algumas peças raras me chamaram mais a atenção por sua integridade, discrição e charme natural. Eram crianças carentes, alunos da APAE, faxineiros, seguranças, garçons, etc. Pedir autógrafo? What the hell for?



Desfigurados
Segunda Julho 14th 2008, 13:28
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Mais duas colaborações para a sessão “Desfigurados”. Dessa vez, dois amigos, Daniel Rabanéa e Luanda, colocam pra fora seu lado mais obscuro. Clique nas imagens e veja por inteiro.



1º festival paulínia de cinema
Domingo Julho 13th 2008, 22:31
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Acabou de rolar, de 05 a 12 de Julho, o 1º Festival Paulínia de Cinema, inaugurando o belíssimo Theatro Municipal de Paulínia, que também se tornou um “Templo do Cinema”. Para esta celebração, foram exibidos filmes de produção nacional (curta, documentário e longa-metragem), com destaque para a estréia do ator Selton Mello no papel de diretor e o grande retorno de Mojica, o “Zé do Caixão”, à grande tela e desta vez, com qualidade. O filme foi produzido pela Gullane Filmes e marcou a estréia de Mojica trabalhando com uma grande produção. Sua presença no evento foi marcante e o mesmo foi aplaudido de pé por muitos que acompanharam sua luta solitária na realização de seus trabalhos.

Outros grandes marcaram presença, como Carlos Recheinbach, Marcelo Machado, Leon Cakoff, Tata Amaral, etc. Destaque também para a homenagem à Laís Bodanzky, que apresentou o delicado “Chega de Saudade”, contando com a presença de mais de uma centena de idosos que acompanharam o filme com brilho nos olhos. A diretora, que teve sua estréia com o premiado “Bicho de Sete Cabeças”, emocionou-se com o público presente.

Considerando que todo o projeto foi idealizado pela Prefeitura Municipal de Paulínia, teme-se que não haja o mesmo comprometimento com a cultura em administrações futuras, o que acabaria com o sonho de muitos em tornar Paulínia o mais novo pólo cinematográfico do Brasil. Na cerimônia de encerramento ocorreu uma leitura de um abaixo-assinado, que era um pedido encarecido de prosseguimento ao que foi iniciado, por parte dos atores, diretores e realizadores presentes no festival.

Além da exibição e competição dos filmes, houveram debates, seminários e palestras referentes ao assunto CINEMA.

Experiência fantástica e prazerosa, trabalhar neste evento serviu para reforçar uma relação que se fortalece a cada dia.

VIVE LE CINÉMA!