A vida é um playlist
Quinta Maio 29th 2008, 00:52
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O playlist de hoje é em homenagem ao…
…playlist! Viva os playlists!
Anos 80: coletâneas em fita-cassete, gravadas do rádio
Anos 90: coletâneas em CD, com 10 ou 12 músicas em cada CD
Ano 2000: coletâneas em CD, formato MP3, com 120 músicas em cada edição
2006, 2007, 2008: playlists no Ipod, quantas músicas você quiser, o que permite que você use toda a sua criatividade. Seguem algumas dicas. Você pode fazer playlists de:
- mulheres apenas (um dos meus prediletos)
- músicas que te colocam lá em cima
- músicas para os momentos tristes
- músicas para ouvir na estrada
- músicas dançantes
- novidades
- clássicos
- de bandas específicas, como uma coletânea, onde você escolhe qual entra e qual sai
- músicas do radiohead
- músicas nacionais (não gosto desse, mas enfim)
- bossa nova + jazz + blues
- músicas dos beatles
- músicas fodas (aquelas que você acaba incluindo em quase todos os playlists)
- trilhas sonoras (as melhores, dos melhores filmes)
- músicas por década (80’s, 90’s, etc…)
- hits (pra quando você encontra gente que reclama que você só toca músicas desconhecidas, até porque, no fim das contas, mais vale ouvir algo que você já cansou do que algo que você nunca gostou)
Aqui eu abro espaço pra que você coloque o seu playlist, com vozes femininas. Segue o meu:
- Aimee Mann: Save Me
- Billie Holiday: Blue Moon
- Nina Simone: My Babe Just Cares For Me
- Diana Krall: I’m An Errand Girl For Rhythm
- Bjork: All Is Full Of Love
- Fiona Apple: Paper Bag
- Françoise Hardy: Bati Mon Nid
- Mazzy Star: Fade Into You
- The Last Town Chorus: Modern Love
- Les Rita Mitsouko: C’est Comme Ça
- Nara Leão: O Barquinho
- Nouvelle Vague: I Melt With You
- Portishead: Roads
- Rainer Maria: Tinfoil
- 10.000 Maniacs: Candy Everybody Wants
- Sixpence None The Richer: There She Goes
- Regina Spektor: Hotel Song
- Cat Power: Moonshiner
- Blondie: Heart Of Glass
- Broadcast: Pendulum
Faz-me rir
Quarta Maio 28th 2008, 02:04
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foto tirada no Parque do Ibirapuera
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Alguns momentos são indescritíveis perto de tanta discrição
pois sorrisos nem sempre traduzem, a língua não o fez
E é ocasional minha felicidade, é singelo o ato que a dispara
é concreto o que se manifesta, é fiel à definição do belo
sendo uma única palavra o motor que não a pára.
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O Top 5 é uma ode ao êxtase do momento:
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Architecture in Helsinki - Maybe You Can Owe Me
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Bob Dylan - Positively 4th Street
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Bright Eyes - Road to Joy
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Violent Femmes - Kiss Off
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The Concretes - You Can’t Hurry Love
Fé, irmãos!
Sábado Maio 24th 2008, 18:29
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Carta escrita por Einstein desdenha a igreja.

“A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.” - Albert Einstein.
Não fui eu quem disse, foi ele!
Oh Oh!
Sábado Maio 24th 2008, 17:16
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Déja vu? Nói di novo? Mo shitotsu? Ééééééé……sinto algo diferente no ar.
Se tudo der certo, minha mais nova aquisição terá porta-luvas. Pra mim isso é inédito: guardar as luvas no porta-luvas. Vixe.
Um Sonho de Liberdade
Sexta Maio 23rd 2008, 23:02
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Existe uma frase que diz: “A maioria das pessoas não trabalha naquilo que gosta, mas naquilo que dá dinheiro”.
Eu ouvi esse argumento durante a maior parte da minha adolescência e acho que foi uma lição dura de se aprender. Tanto que acabei não aprendendo, até a presente data. No início foi uma questão de ser sonhador e achar que tudo está ao nosso alcance. Depois foi por rebeldia. E voltamos ao aspecto sonhador. “You may say I’m a dreamer, but I’m not the only one”, dizia John Lennon e o pulha tinha razão.
Vidinha safada e complicada, já me fez comer os piores pães amassados pelo capeta. Mas disso vieram lições e cicatrizes. E mesmo assim, pra algumas lições, eu ainda finjo ter cabulado a aula.
Existem momentos em que explicações em demasia só fazem confundir.
Hoje acho que aprendi uma lição importante: a estabilidade que eu sempre busquei é tudo o que eu menos quero. As incertezas me acompanharão pra sempre, mas o charme reside aí, pois sobrevive quem sabe do jogo. Se eu sei? Ainda não sei. Provavelmente não, mas vai ser do caralho tentar descobrir.
“Au revoir, previsibilidade”, diria a moça da foto.
Do começo ao fim
Quinta Maio 15th 2008, 20:53
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Do A para o Z em dez segundos.
Do calor para o frio em dez andares.
De casa para o trabalho em duas horas.
De hostil a companheiro num afago.
Da cerveja para o vinho num só gole.
Do barulho à musicalidade em 3 momentos.
Da sensatez à loucura em duas palavras.
Do roteiro ao filme em uma tomada.
Do início ao fim em uma vida.
De feliz para o triste em cinco canções.
Nada demais, ninguém morreu (além de 15.000 chineses), nada mudou drasticamente de ontem pra hoje, mas eu sou assim, transtornado, sensível, suscetível e idiota. E sei de algumas músicas que conseguem, de forma laboratorial, deixar-me alegremente triste, do jeito que o diabo gosta.
1.Death Cab For Cutie: A Lack Of Color
2.Au Revoir Simone: Stay Golden
3.Ray Charles: Georgia On My Mind
4.Rufus Wainwright: One Man Guy
5.10.000 Maniacs: Noah’s Dove
6.Cat Power: The Greatest
7.Beth Gibbons: Mysteries
8.Ben Harper: Another Lonely Day
9.Elliot Smith: Everything Reminds Me Of Her
10.Radiohead: Videotape
11.The Velvet Underground: Pale Blue Eyes
12.Teenage Fanclub: Your Love Is The Place Where I Come From
13.Nine Inch Nails: Hurt
14.Jeff Buckley: Hallelujah
15.Damien Rice: Amie
16.Aimee Mann: It’s Not
17……18……19…….20…..
Aquilo que me intriga: Escolhas
Quarta Maio 14th 2008, 15:32
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Só um parênteses antes de entrar no assunto do título: Quebrei o Rádio morreu, fato já mencionado aqui. Parece que temos um novo nome: Reykjavik
Tem uma coisa que sempre me incomodou, mas acho que nunca dissertei a respeito. Here we go.
Em algum momento da minha vida alguém falou nas tais escolhas. A existência constante das famigeradas encruzilhadas, as quais podem (ou não) definir o andar da carruagem. Numa explicação em formato mais débil mental, trata-se daqueles momentos em que você se vê diante de uma dúvida, do tipo “vou naquela festa que me convidaram ou fico em casa?”. Pois é, você decidiu ficar em casa e deixou de conhecer a pessoa com quem você se casaria, teria filhos e levaria uma vida tranquila. Por outro lado, você decidiu ir, bateu o carro, perdeu a perna e agora paga o preço de sua decisão.
Aonde eu estaria hoje, se nunca tivesse ido morar no Japão, há anos atrás? O que aconteceria se eu tivesse optado pela Culinária ao invés do Cinema? E os trabalhos que deixei pra trás e desisti de fazer? E se eu ainda frequentasse o litoral aos finais de semana, ao invés de perambular por SP em busca de algo que me satisfaça? Enfim, será que eu teria morrido afogado? Estaria a 7 palmos abaixo da terra? Estaria rico, chef de algum restaurante estrelado? Será que nada disso importa e no final eu estaria exatamente aqui, incontestavelmente?
Não sei. Simplesmente desconheço a resposta. Mas penso bastante a respeito. Não se trata de arrependimento, ou talvez se trate sim, mas envolve curiosidade, paranóia e uma necessidade de entender o mecanismo de nossas vidas.
Não sei mesmo. Mas talvez as coisas teriam sido diferentes. É nisso que acredito, pelo menos agora. Se me perguntarem amanhã, já não sei mais. O legal é que, quando penso nisso, sinto um alívio enorme relacionado à escolhas que fiz no passado e tinha plena convicção de estar errando. Não é como me sinto agora.
Fiz, admito. Não me arrependo, reforço. Deveria ter feito mais, concluo.
Lollapalooza 2008
Segunda Maio 12th 2008, 15:54
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Àqueles que pensam: “Uaaau, esse ano tivemos ou teremos ótimos shows no Brasil”, faço questão de desanimá-los, evidenciando que somos ainda meros coadjuvantes em termos de Festivais Musicais. Os esforços mostram-se válidos em algumas situações como “Claro que é Rock”, “Tim Festival”, “Curitiba Rock Festival”, etc. Mas não chegam a lamber a ponta do chinelo se comparados ao Coachella, Lollapalooza, Glastonbury, entre outros. Festivais com mais de um dia de duração ainda não aparecem por aqui nem em sonho. Essa é a primeira parte de nossa situação patética.
A segunda parte tem relação com o custo desse tipo de evento. Enquanto aqui considera-se justo cobrar R$ 100 para a apresentação de uma única banda, como o Interpol ou um Bob Dylan catatônico, por exemplo, temos um preço de U$ 200 para um evento com mais de 50 bandas, normalmente com um nível de qualidade maior. Ou seja, se você atribui grande importância à música, a dica é começar a pensar em guardar grana para assistir a melhores shows no exterior.
Então, abaixo segue o link para maiores informações do “Lolla” desse ano. Alguém se aventura?
http://www.lollapalooza.com/default.asp?fd=1
The Day After
Segunda Maio 05th 2008, 00:41
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Um pedaço do que temos feito recentemente.