Altos e Baixos
Terça Agosto 28th 2007, 19:18
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Estava eu aqui procurando algum assunto interessante pra “dissecar” perante o mundo, mas eis que não sei do que falar. Penso nos acontecimentos recentes, nas notícias em pauta. Nada de novo. Olho pela janela, em busca de uma luz no fim da paisagem, que acaba por não vir. Ouço um pouco de música na tentativa de debater alguma letra instigante, todas soam vazias, lisérgicas. Assisto um curta-metragem de Osamu Tezuka chamado “Jumping” e vejo uma bola saltitando pelo mundo afora. Os pulos são tímidos no começo. Daí passam a rasgar as nuvens do céu. Este curta em animação é deveras intrigante. Não sei se foi a intenção, mas o que me pareceu foi que O.T fez uma pequena paródia com a vida em si. Conforme o tempo passa, a gente dá passos maiores, voa mais alto. E, de uma vida suburbana e fantasiosa na qual crescemos, passamos para um ambiente mais industrial, caótico. A bola passa por períodos de guerra que, inclusive, tem um significado muito intenso por apresentarem-se no final do filme, pouco antes da bomba atômica destruir tudo. De lá, a bola vai para o inferno (!!!), bem quando todos imaginam o paraíso. E do inferno o filme recomeça. Como num círculo vicioso. Altos e baixos…
BRASIL
Terça Agosto 21st 2007, 14:58
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Dias após as passeatas contra a pouca vergonha que se instituiu em nosso país, ainda sentimos a repercussão dos fatos. Estive no miolo do ocorrido em São Paulo, o que possibilitou um apanhado de impressões, sensações, idéias e revoltas. Era instigante a energia irradiada pelos presentes, gritando, buzinando, vaiando e sim, chorando. Foram relatos de pessoas que sentem na pele o resultado de uma administração que não os representa mais. Um país sem líderes. Não vou me estender citando as atrocidades vomitadas pela mídia, que é uma vergonha em nosso país. Manipulada, intransigente, parcial, ou seja, com o rabo preso até o pescoço. V eículos como a Folha de São Paulo que, numa tentativa de boicote, divulgou uma nota absurda dizendo que haviam 500 pessoas na passeata da Avenida Paulista. Depois se retrataram, ainda com uma informação absurda e incorreta de 2000 pessoas. Qualquer um que estava presente consegue se lembrar de, no mínimo, 8000 pessoas protestando. Como acreditar em outras notícias oriundas do mesmo arremedo de jornal, se nem em contagem numérica eles se mostram competentes? Do que estamos falando aqui, de um jornal que não envia um correspondente ao local e depois chuta um número qualquer, ou de um veículo de comunicação anti-profissional, que divulga aquilo que é do interesse de “um certo alguém”?
Mais curioso ainda é constatar o esforço de algumas pessoas que parecem tentar transformar o acontecimento numa piada, seja via videozinhos medíocres do YouTube, ou até nas tradicionais conversar de botequim. É realmente curioso observar pessoas insatisfeitas que não movem uma unha pra protestar ou brigar pelos direitos, mas movem montanhas pra criar piadas idiotas, vídeos inúteis ou qualquer outra coisa que atrapalhe o trabalho de quem realmente quer mudar alguma coisa nesse país.
Feito o protesto, aviso que muito em breve colocaremos nosso vídeo no ar. Trata-se de um documentário feito no coração da passeata, com relatos de pessoas que participaram da manifestação. Aguardem!
Quase Famosos…
Terça Agosto 14th 2007, 16:54
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É da natureza do ser humano essa necessidade de reconhecimento pessoal e profissional. Assim como o individualismo, egoísmo, materialismo, canibalismo, etc. Qual o limite entre razão e cobiça? Aonde queremos chegar? Estamos guerreando diariamente, em prol de quê?
Era com você…
Quinta Agosto 09th 2007, 19:18
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…que eu gostava de esfregar os pés antes de dormir,
que eu lia o verso das embalagens enquanto comia,
que eu andava aos domingos, sem ter pra onde ir,
que eu olhava os cachorros pela vitrine dos pet shops,
que eu bebia, chorava, ria e dormia,
que eu brigava, fazia as pazes e fazia amor,
que eu traçava destinos, olhando um guia de viagens,
que eu traçava planos para o futuro, como ter filhos,
que eu trocava livros e discos, sempre que algo novo aparecia,
que eu ia aos shows e pulava como louco, mesmo aos 30 anos de idade,
que eu menos podia ter errado, mas com quem mais errei,
que eu imaginava passar o resto da minha vida,
que eu gostaria de estar agora…
…mas não estou.