Os últimos serão os últimos
Quinta Novembro 30th 2006, 02:01
Arquivado em: LIMBO

Finalmente, após uma eternidade de ensaios, contratempos e promessas, tomei fôlego e consegui sentar sem que fôsse pra comer ou dirigir. É engraçado como, em certos momentos, a expressão “montanha russa” simplesmente cai bem em nossas vidas. Do ócio à loucura. Da pasmaceira ao frenesi. E daí não é difícil divagar, remeter-se aos “serás” e dar início a uma onda de questionamentos. Recentemente li algo curioso a esse respeito nas páginas de um livro de Rainer Maria Rilke, onde ele aconselha um jovem que pensa em tornar-se escritor. “Investigue o motivo que o manda escrever; Confesse a si mesmo: morreria, se lhe fôsse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte-se na hora mais tranquila de sua noite: sou mesmo forçado a escrever?”
Às vezes penso no impulso que nos impele a querer escrever, falar, trocar experiências e registrá-las de alguma maneira. Penso que o mundo é imenso, mas é pequeno por dentro quando procuramos àqueles com quem nos identificamos. E as palavras registradas servem de filtros, servem de desabafo e de exercício mental. Aqui serão registradas as loucuras, os devaneios, as paixões e as experiências mais malucas que o ser humano chamado EU (ou talvez nós) jamais experimentou. Agradecimentos, claro, ao idealizador da causa, amigo-novo, discípulo de Nanuq, grande Rico.
No mais, estique as pernas, acenda um cigarro, coloque uma musiquinha e sinta-se em casa.