
Cada vez mais ouço pessoas questionando o modelo de vida moderno, o que vivemos, nosso dia-a-dia. São imposições já consideradas banais, mas tente ver dessa forma:
- você tem que trabalhar de segunda à sexta, quando não aos sábados, QUANDO NÃO AOS DOMINGOS!
- seu dia começa cedo, infalivelmente. Não são raros os casos de pessoas que madrugam, por volta das 5h.
- o trânsito. Quase infalível, afinal, todos seguem a mesma cartilha, todos saem ao mesmo tempo de casa, é uma verdadeira terapia: você sabe que vai ter que encarar isso, tenta se preparar e quando menos percebe, já embutiu na sua labuta.
- não fazer o que gosta. Neste caso, o tabu é ainda maior. A maioria sofre por aí afora, incontestável. Aos poucos que conseguem fazer o que gostam, os desvios aparecem aqui e acolá. Voilá, aqui está você, com anos de estudo, sentado numa sala gélida, empurrando tudo com a barriga.
- mais trânsito. Tudo que você quer é chegar em casa depois de um dia estressante no trabalho. E não consegue. Ou leva cansativas horas para atingir este “grandioso” objetivo. Faz malabarismos, pega caminhos longínquos porém menos cheios, briga com as pessoas na rua, comete atrocidades. E nos tão aguardados feriados ou finais de semana, você só quer sair da cidade, relaxar, curtir o mar, o campo, a brisa. E leva horas pra isso, paga pedágios ultrajantes, pega estradas mais ultrajantes ainda. E tudo é normal, desse jeito mesmo, “faz parte”. Daí você relaxa, mas se estressa novamente pra subir a serra.
É, meu caro. A vida que você leva pode estar próxima do fim. E o que você fez até agora?
O que você está fazendo agora?